Primeiro Número do Jornal

Esse conteúdo , já estava escrito e idealizado , porém o projeto era impresso , e precisava da autorização da empresa responsável de telefonia Móvel" Claro" , na época o projeto fora apresentado , mas não foi aprovado devido a logomarca.
Havia tanto querer de minha parte , para que o projeto fosse adiante , que pensei muito numa alternativa para coloca-lo em circulação :
- Qual era os fatores que me levavam a persistir ... ''O Promotor"
A divulgação de talentos , a exposição de seus esforços , a particularidade de cada um em determinados momentos ao fechar uma venda!
O que faz um Promotor ser campeão de vendas usando as técnicas aprendidas em treinamento e outro não ser tão bom usando as mesmas técnicas de vendas .
Espero você , em alguns dias da semana ...
Sejam bem vindos ao Universo Das Letras e divagações!


Sandra Ballester de Araújo , em 17/02/2010







segunda-feira, 25 de julho de 2011

Talentos escondidos



Talentos...
Você sabia, que todos possuem esse diferencial? Você pode não ser tão bom em determinadas tarefas, mas pode ser um sucesso e ter muitos predicados em outros pontos .
Como saber? Saia da zona de conforto...esse espaço que limita o homem a estar em stand by permanente.
Se você continua sempre fazendo as mesmas coisas, a mente fica entediada e não consegue criar novas maneiras de resolver problemas.
Porém como diz a neurociêntista Suzana Herculano-Houzel, não vá se engajar na idéia de ser um super-homem:
Não da para ter o pacote completo e nem é esperado isso de alguém, o ponto é:
Busque aprimorar aqueles pontos que são reconhecidos pelos outros,que o motivam a querer fazer um trabalho cada vez melhor, selecionando estar entre o seu talento e a satisfação profissional .
Pois cada detalhe conspira em conexão una, perfeita, para conquista do sucesso profissional onde são essênciais; dedicação, investimento em desenvolvimento pessoal e networking .
Não existe propaganda melhor do que um serviço bem feito .

sábado, 23 de julho de 2011

Final das experiências não existem enquanto houver vida .





Conforme o nosso crescimento, não aceitávamos mais as violências físicas, meu irmão segurava minha mãe no auge do descontrole até que ela se acalmasse .
A mim, quando vinha do jeito costumeiro, eu agia com autoridade apenas verbal, e a neutralizava.
Aprendi a me impôr então os ânimos arrefeceram, pois entendia que a criança hávia crescido .
O tempo passou, muitas experiências a vida mo apresentou, quando achava que o fundo do poço era o limite, mudava a mente para " sempre há uma porta escondida em algum canto, se eu calar minha segunda mente, conseguirei visualiza-la " , você só consegue enxergar se sair da posição de vítima, as pessoas que trazemos para nosso convívio é importante, pois é a força paralela para que possamos passar por diversas situações .
E houveram tantos amigos, não viveram junto comigo a minha experiência, mas estiveram do meu lado em cada caminhada .
Agradeço a cada um por ter me dado a honra de estar comigo nesta vida, compartilhando cada momento .

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vovô João e Vó Margarida



Com a chegada dos meus avós maternos em nossa casa, acabaram-se as surras, meu avô era de descendência espanhola, tinha uma conduta severa, porém não gostava das surras que recebíamos.
Todas as vezes que já estávamos nas mãos de minha mãe, para o corretivo, meu avô levantava o tom de vóz com ela, isso a mobilizava, então os castigos de não poder fazer certas coisas, entrou para o convívio, vez ou outra quando meu avô não estava por perto, no auge de seu descontrole, dava bofetões em nosso rosto.
Começou também uma era, de mais fartura, meu avô utilizou o fundo do nosso quintal, para fazer uma horta grande, lembro-me que meu avô comprava pão de um padeiro que passava todos os dias de casa em casa e deixava o pão na janela .
As coisas começavam a melhorar .
Muitos meios eram utilizados para a busca de dinheiro, fazia geladinhos e vendia, as hortaliças quando estavam em época de colheitas eram oferecidas de casa em casa, e assim a vida ia caminhando sem muitos sacrifícios.
Meu avô tinha por mim, um cuidado demasiado, era bravo na maneira de ser, todos os netos tinham por ele certo medo, e por isso ficavam meio distantes, comigo era diferênte, quando me falava, sua vóz abrandava, o semblante duro suavizava-se, até dinheiro escondido me dava.
Com sua vinda, a vida tornou-se mais leve, e eu pude ser um pouco criança .

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O livro e as descobertas





A vida religiosa em nossa família sempre foi muito forte, cresci ouvindo que pecados levavam ao inferno,em minha imaginação infantil eu fantasiava e as consequências eram noite mal dormidas, e uma fidelidade em aspas , até porque criança está sempre preparada para descobrir o novo, a que onde frequentávamos era considerado pecado, e sinônimo de pecado era punição, não só imaginária, mas física já que havia as correções.
Nesta época, o contato com a escola, me mostrou um caminho mais colorido, pois descobri a literatura, e essa , foi transformando minha forma pensamento, apartir deste passatempo( lia na escola e levava a noite para casa), a vida deixou de ser tão pesada, pois os livros haviam se transformado em passaporte para entrada num mundo maravilhoso e saída do nosso mundo triste .
Com isso meu português começou a ficar mais enriquecido, as palavras onde deveria ser plural, começaram a se destacar, sem que eu quizesse, acabou acontecendo naturalmente .
Minha mãe não gostou, queimou os livros , e aos safanões ouvi o seguinte:
- Nunca mais queira ser alguém que você não é, você não é rica, é pobre mesmo, e eu te proibo de ficar lendo essas porcarias .
Eu ouvi o que tinha a me dizer, trincando os dentes de raiva, até porque para mim essa era a única porta para me ausentar do presente e talves modificar o futuro, nesta época eu já contava com 10 anos aproximadamente .
Trabalhei a mais, paguei os livros queimados, e continuei a leva-los para casa, só que escondidos, pois já havia naquela época um quarto a mais, e a luz do banheiro ficava a noite inteira acesa, eu abria a porta para que a luz penetrasse no quarto, e ficava lendo sob a luz fraca até as tantas da mmadrugada .
A preferida que ainda lembro-me de frases é da autora Ana Maria Machado :

" Doroteia a Centopéia "

Dorotéia a Centopéia lá se foi para sapataria, o dono até levou um susto quando ela pediu tantos sapatos iguais(...)
Como não hávia dinheiro para a compra dos tão sonhado sapatos, os amigos se mobilizaram para a compra ,veja a festa que fizeram .
Besouros puxaram coisas (...) minhocas cavaram túneis para o trem fantasma passar ,
Cigarras ensaiaram a orquestra(...)
Abelhas fizeram doce... e no fim de alguns dias, abriram o parque de diversões , tudo era em miniatura, mas era o máximo!
O fantástico trem fantasma, o gafanhoto que da salto mortal...
A aranha que anda em quatro corda bambas de uma vez...

E lá se foi Dorotéia a sapataria ...
Mas não tinham tantos sapatos de uma mesma cor e iguais ,
Então ela os comprou tods diferentes, e ficou assim:
Botas, botinas e chinelos,
Alpercatas, tamancos e galochas,
Sapato de todo o tipo, sandálias de toda a cor,
E lançou uma nova moda,
Ficou mesmo um amor!

Pontos positivos: Época da descoberta, a literatura .

domingo, 17 de julho de 2011

A esquizofrenia em nossas vidas .



Quando se convive com alguém ligado a essa doença, todos sofrem, e se isso acontece com alguém que tem a responsabilidade de cuidar de duas crianças, ai é complicado.
Os sintômas é algo que passou desapercebido pelos pais e tudo o que dizia, acabou criando uma atmosfera de total perseguição, vítima mesmo!
Isso acabou com o casamento de meus pais, ela( mãe), através de sua narração fantástica dos casos, colocou-nos constantemente a conviver com o medo.
Eu ainda não entendia e não possuia nenhum conhecimento, para compreender que aquilo que vivíamos não era real, e tudo o que presenciava era ela escondida atrás das janelas, espiando lá fora o perseguidor imaginário dizendo:
- Falem baixo, se ele nos ouvir, irá nos matar ...
Para logo modificar a forma pensamento, eram dois extremos completos .

Surtos de violência

Não que éramos anjos de candura, mas quando a correção vinha, todas as formas físicas duras, nos era aplicada, pau, borracha de molhar flor, fio de ferro etc...
Lembro-me com nítida versão ( onde côres, móveis, e gritos estão frescos na memória )meu irmão estava nas mãos dela, corri para esquina para ficar bem longe daquilo que me oprimia, porém a um quarteirão de distância lembro-me de seus gritos a ecoar tão alto, que me causou enjôo, quando voltei, seu olhar estava fixo num ponto as pernas, costas, mãos estavam toda rôxa, com vergões que só através dos dias, sumiram...
Me vi nele!pois não era diferênte comigo.
Porém ele não sabia o truque usado, para passar estes momentos, eu repetia comigo mesma " Sem dor, sem dor, sem dor!! " e me imaginava num lugar bonito, ou seja:
Na hora das correções, eu nunca estava ali .


Pontos positivos: É possível através da imaginação estar em qualquer lugar, ausentando-se dos problemas presentes .
O momento pendente, não pode ser resolvido com violência, aprendemos a transferir para ocasião propícia onde o diálogo é sempre o melhor para se resolver questões .

sábado, 16 de julho de 2011

A Casa Nova



Três Pratos, Três garfos, Três copos, uma colher, uma panela, uma cama para dormir (três pessoas), uma toalha, poucas roupas, e nada mais.
Tarde da noite, despertada pelo som da barriga faminta, pois em relação as vitaminas contidas em frutas, verduras , legumes, era fábula para nós, pois a alimentação resumia-se a uma sopa rala de polenta, ou apenas arroz sem temperos nem sal.
Café? Na infância não me lembro o gosto, tomávamos chá de erva cidreira ( pois havia uma touceira nos fundos de casa), a que era servido sem açucar ( porque não havia açucar ) .
O som do choro dela enchia o ambiênte de tristeza e amargura, entre lágrimas mal dizia a sorte, isentando-se de qualquer erro, atribuia com frequência a terceiros .
E a vida seguia, enquanto sentávamos juntos os três ao chão, para alimentarmos, em meus pensamentos substituia o gosto da sopa rala, insosa, por uma lembrança mais consistente dos alimentos experimentados em casas na qual aos domingos minha mãe vizitava .


Pontos positivos: A imaginação,aprendendo a desenvolver a paciência, exercitando o '' acreditar no dia de amanhã ''.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Primeiro trabalho aos 8 Anos



O primeiro contato com o interior, foi tranquilo, o difícil foi se adequar as novas regras, pois lá na casa que nos abrigava criança também trabalhava, uma criança aos seis anos, não possui maturidade para entender o trabalho e se entedia, dispersando com facilidade!
Não que isso tenha marcado a infância, acho até que foi bom, trouxe um sentido apurado a vida, pois a estética infantil era ilusória, abrigava já uma alma adulta.

A casa

Meu tio financiou um imóvel símples para que tivessemos nosso canto, ao longo de 24 anos minha mãe ia pagando aos poucos as prestações .
Sendo assim, fui apresentada formalmente ao trabalho infantil por meio período, aos 8anos de idade, e nunca mais parei de trabalhar.
No começo, me sentia tímida, as vezes olhava atravéz da porta da firma aberta as crianças que passavam por ali barulhentas, naquele clima que só criança sabe criar, e sentia que ao mesmo tempo que ganhava algo, também estava perdendo ...
A rotina já estava lançada, de manhã eu trabalhava numa empresa de bordados e a tarde ia para escola .
As vezes debruçava na carteira escolar e pensava, só irei descansar as costas um pouquinho, quando via estava sendo despertada por uma professora suave, que ao me olhar nos olhos parecia que compreendia a vida sofrida .

Pontos Positivos: O molde que a responsabildade me criou, tornando-me independente para a vida pretérita .